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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

27
Jan20

“The Crucible”, Arthur Miller

Sofia

How may I live without my name? I have given you my soul; leave me my name.

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Tive primeiramente contacto com a obra de Arthur Miller num teatro. Há cerca de um ano fui assistir à representação de Do Alto da Ponte, uma peça da qual gostei bastante. Pouco tempo depois li Death of a Salesman, vencedora do Pulitzer de 1949, da qual me lembro de não ter gostado assim tanto. Lembrei nesta semana que passou que queria ler uma peça e, por alguma razão, pensei em Arthur Miller. The Crucible foi meramente a escolha óbvia. Afinal, parece que é a peça mais conhecida do autor.

 

20
Jan20

“Queen Mab: A Philosophical Poem”, Percy Shelley

Sofia

Even love is sold.

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Há coisa de um par de anos, num verão, comprei antologias de poemas de alguns dos meus poetas preferidos. Falei aqui no blog sobre as antologias de Yeats e de Keats. Nessa altura comprei também uma antologia de Shelley da mesma coleção e esta semana venho falar-vos de um trabalho que li na semana que passou, que consta nesta antologia e do qual gostei imenso.

 

 

13
Jan20

“David Copperfield”, Charles Dickens

Sofia

Considerei como as coisas que nunca acontecem são frequentemente tão reais para nós nos seus efeitos como aquelas que efetivamente se concretizam.

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Quando quase no fim do ano passado vos falei de Oliver Twist recebi de uma leitora do blog um comentário que na altura me pareceu interessantíssimo. Podem voltar ao post em questão e ler. Referia-se à dificuldade de ler Dickens e ao seu encanto ou falta dele. Ora nunca eu tinha considerado essa questão e então pus-me a pensar que se calhar eu nunca tinha considerado tal porque não estava a ler bem e que não estava a entender tudo o que devia. A verdade é que muitas vezes para mim e, sobretudo nestes casos, sempre que as coisas são demasiado fáceis é porque certamente estamos a fazer algo de errado. Pensei logo que tinha de voltar a ler algo de Dickens agora com isto em mente e, como me faltava ler David Copperfield, não foi tarde nem foi cedo.

 

 

06
Jan20

“Crime e Castigo”, Fiódor Dostoiévski

Sofia

“Todos derramam sangue, que corre e sempre correu neste mundo, como uma catarata, que vertem como champanhe, e pelo qual são coroados no Capitólio e depois chamados benfeitores da humanidade. Tu olha com mais cuidado e vê se compreendes! Eu próprio queria o bem das pessoas e era capaz de fazer centenas, milhares de boas ações em vez desta asneira, que nem sequer é uma asneira mas simplesmente um absurdo, porque toda esta ideia nem era assim tão estúpida como agora parece. Ao falhar, tudo parece estúpido! Com esta asneira queria apenas colocar-me numa posição independente, dar um primeiro passo, alcançar os meios, e depois tudo seria expiado por um benefício incomensuravelmente maior… Mas nem o primeiro passo fui capaz de suportar, porque sou um canalha! É nisso que está toda a questão! Em qualquer caso, não passarei a ver as coisas do vosso ponto de vista: se tivesse conseguido, coroavam-me; como não consegui, estou encurralado.”

Crime e Castigo

No início do ano passado li Os Irmãos Karamazov, agora, na primeira semana de 2020 venho falar-vos sobre Crime e Castigo. Fiquei muito impressionada com Os Irmãos Karamazov na altura. Como vos contei no último post, foi dos livros que mais gostei de ler em 2019 e também de sempre. Decidi logo que queria ler tudo o que me faltava ler de Dostoiévski e decidi igualmente que ia começar pelos mais volumosos. Sim, esse foi o meu critério. Cada um com a sua.

 

 

31
Dez19

As minhas leituras preferidas de 2019

Sofia

Não estou a exagerar quando vos digo que este é sempre o meu post preferido do ano. Adoro fazer listas e adoro ler, portanto o que é melhor que isto? Neste último post do ano trago-vos um resumo das minhas leituras de 2019 sob a forma de uma lista com os livros que mais gostei de ler este ano. Esta lista é única e exclusivamente baseada na minha preferência pessoal. É meramente um reflexo das minhas predileções e, não só não é imparcial como nem eu desejo que seja. Queria sublinhar este aspeto.

 

 

 

23
Dez19

“The Nightmare Before Christmas”, Tim Burton – a minha leitura para este Natal

Sofia

I’m sick of the scaring, the terror, the fright.

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Não faz, por natureza, o meu estilo, mas este ano decidi que era boa ideia fazer leituras temáticas. No Halloween, falei-vos de duas produções de Edgar Allan Poe, agora que é Natal, para não falar de A Christmas Carol ou de algum conto de Hans Andersen como usualmente se faz, decidi-me por este poema – que não conhecia – de Tim Burton. Aparentemente existiu um filme, mas eu nem sabia disso. Descobri por acaso quando pesquisava sobre contos de Natal. Sim, eu fiz isso. E nem gosto do Natal, imaginem se gostasse.

 

 

16
Dez19

“A Jangada de Pedra”, José Saramago – as nossas viagens por aí

Sofia

O mundo está cheio de coincidências, e se uma certa coisa não coincide com outra que lhe esteja próxima, não neguemos por isso as coincidências, só quer dizer que a coisa que coincide não está à vista.

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Como certamente reparam, eu não costumo por norma ler muitas obras portuguesas. Não é por nada em especial, como é lógico. Só não calha e não são tão apelativas para mim. Há poucas que se enquadrem no género de livros que eu gosto. Se for honesta, Saramago também não se enquadra, mas por alguma razão, gosto sempre bastante das obras dele e ultimamente, cada vez que penso “a seguir vou ler alguma coisa de Portugal”, é a minha primeira escolha. Se se lembram, na primavera falei-vos de As Intermitências da Morte. Nessa altura, o que queria mesmo ler era A Jangada de Pedra, mas acabei com as Intermitências. Sei que a vontade de ler esta obra veio de uma aula de cinema em que alguém mencionou a adaptação fílmica (do realizador George Sluizer, 2002) e falou tão bem dela que, sendo eu a pessoa fácil de cativar que sou, quis logo ler. O filme nem me interessou, para ser sincera.

 

09
Dez19

“Assim falou Zaratustra”, Friedrich Nietzsche – o desencantamento e a esperança

Sofia

Sou uma floresta e uma noite de escuras árvores: mas aquele que não temer a minha escuridão encontrará rosas debaixo dos meus ciprestes.

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Se costumam acompanhar o blog sabem que sou uma grande fã de Nietzsche. Escrevi algumas reviews de obras dele aqui e não me canso de as ler. Estranhamente, fui deixando de lado Assim falou Zaratustra. A nossa tradução portuguesa, pelo que sei, está esgotada e, como infelizmente não consigo ler em alemão, só me restava ler noutro idioma. Enfim, estou satisfeita por finalmente ter conseguido. Há muito que o queria fazer.

 

 

25
Nov19

“Os Prazeres e os Dias”, Marcel Proust – não sei realmente o que dizer

Sofia

A ambição inebria mais do que a glória; o desejo floresce, a posse murcha todas as coisas.

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Este ano li finalmente Em Busca do Tempo Perdido e, se seguem o blog, sabem o quanto me tocou e impressionou tal obra. Não me canso de dizer que foi a coisa mais bela, extraordinária e grandiosa que alguma vez li ou que, tenho a certeza, alguma vez lerei. Está claro que após ler essa obra, imediatamente quis ler mais coisas de Proust. Podia e gostava de ler obras dele a minha vida inteira. Logo no final do verão encomendei Les Plaisirs et les Jours, mas só na semana que passou li. Fiquei tão impressionada com Em Busca do Tempo Perdido, e ainda penso tanto nessa obra que se não li esta mais cedo foi para ir adiando a tristeza que sabia que ia experienciar quando a acabasse.

 

 

18
Nov19

“Cândido ou o Otimismo”, Voltaire – não faz mal se estiver tudo mal

Sofia

Otimismo? O que é isso? – perguntou Cacambo.

É a mania de defender que tudo está bem quando tudo está mal. – respondeu Cândido.

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Este livro representa uma rara exceção na minha lista. Não fui eu que o escolhi, foi-me recomendado por colegas. Claro que eu, uma pessoa tão esquisita, não leria um livro só por recomendação. Confesso que gosto bastante de Voltaire. Ainda assim, fico sempre feliz quando leio algo porque alguém me diz que devia ler. Demonstra que me conhecem bem. E, se eu gosto da obra, fico ainda mais feliz porque descobri um novo livro.

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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