“Não há grandiloquência, símiles, flores, digressões, ou descrições desnecessárias. Tudo tende diretamente para a catástrofe."
Li este livro porque tive de ler. Questões académicas. O gótico é o meu objeto de trabalho no momento, e embora eu tivesse fugido de ler este livro durante um tempo, acabei por sucumbir à necessidade, dever, e à curiosidade natural de quem estuda. Então consegui arranjar esta edição mega completa da Wordsworth que contém três histórias góticas: The Castle of Otranto, Vathek, e Nightmare Abbey. É uma edição excelente para mim. O Castelo de Otranto é a história principal, e como tal é dela que vos venho falar esta semana.
“Acho que aborreces Deus se passares pela cor púrpura num campo e não reparares nela.”
A Cor Púrpura é um livro que está em literalmente todo o lado. E parece sempre que toda a gente já leu o livro, ou já viu o filme. Enfim, parece que toda a gente conhece a história. Acontece que, embora eu soubesse da existência deste livro, nunca me tinha passado pela cabeça lê-lo. Até porque não faz muito o meu género. Porém, aconteceu.
“Uma mente bem informada é a melhor segurança relativamente ao contágio da ignorância e do vicio.”
Devo dizer que li este livro só porque teve de ser. Fez falta por razões académicas. A primeira vez que ouvi falar do livro foi quando li a maravilhosa obra de Jane Austen – Northanger Abbey. Como sabem (ou deveriam saber), Northanger Abbey é uma paródia ao género do romance gótico. Nessa obra aparecem várias referências a este Os Mistérios do Castelo de Udolpho, que de resto é o principal alvo da paródia, já que é o livro preferido da protagonista. Pessoalmente, o estilo do romance gótico não é o meu preferido, mas eu não desgosto dele, e essa é exatamente a maneira como me sinto em relação a este livro.
Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.