Não estou a exagerar quando vos digo que este é sempre o meu post preferido do ano. Adoro fazer listas e adoro ler, portanto o que é melhor que isto? Neste último post do ano trago-vos um resumo das minhas leituras de 2019 sob a forma de uma lista com os livros que mais gostei de ler este ano. Esta lista é única e exclusivamente baseada na minha preferência pessoal. É meramente um reflexo das minhas predileções e, não só não é imparcial como nem eu desejo que seja. Queria sublinhar este aspeto.
Não faz, por natureza, o meu estilo, mas este ano decidi que era boa ideia fazer leituras temáticas. No Halloween, falei-vos de duas produções de Edgar Allan Poe, agora que é Natal, para não falar de A Christmas Carol ou de algum conto de Hans Andersen como usualmente se faz, decidi-me por este poema – que não conhecia – de Tim Burton. Aparentemente existiu um filme, mas eu nem sabia disso. Descobri por acaso quando pesquisava sobre contos de Natal. Sim, eu fiz isso. E nem gosto do Natal, imaginem se gostasse.
O mundo está cheio de coincidências, e se uma certa coisa não coincide com outra que lhe esteja próxima, não neguemos por isso as coincidências, só quer dizer que a coisa que coincide não está à vista.
Como certamente reparam, eu não costumo por norma ler muitas obras portuguesas. Não é por nada em especial, como é lógico. Só não calha e não são tão apelativas para mim. Há poucas que se enquadrem no género de livros que eu gosto. Se for honesta, Saramago também não se enquadra, mas por alguma razão, gosto sempre bastante das obras dele e ultimamente, cada vez que penso “a seguir vou ler alguma coisa de Portugal”, é a minha primeira escolha. Se se lembram, na primavera falei-vos de As Intermitências da Morte. Nessa altura, o que queria mesmo ler era A Jangada de Pedra, mas acabei com as Intermitências. Sei que a vontade de ler esta obra veio de uma aula de cinema em que alguém mencionou a adaptação fílmica (do realizador George Sluizer, 2002) e falou tão bem dela que, sendo eu a pessoa fácil de cativar que sou, quis logo ler. O filme nem me interessou, para ser sincera.
Sou uma floresta e uma noite de escuras árvores: mas aquele que não temer a minha escuridão encontrará rosas debaixo dos meus ciprestes.
Se costumam acompanhar o blog sabem que sou uma grande fã de Nietzsche. Escrevi algumas reviews de obras dele aqui e não me canso de as ler. Estranhamente, fui deixando de lado Assim falou Zaratustra. A nossa tradução portuguesa, pelo que sei, está esgotada e, como infelizmente não consigo ler em alemão, só me restava ler noutro idioma. Enfim, estou satisfeita por finalmente ter conseguido. Há muito que o queria fazer.
Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.