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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

31
Dez18

os melhores livros que li em 2018

Sofia

Este é o meu post preferido do ano! Adoro fazer listas e adoro partilhar aqui as minhas opiniões, por isso... Este ano li imensos livros e a maioria deles incriveis. Acho que isso se deveu ao facto de ter aproveitado este ano para ler aqueles livros que “estavam na lista”, entendem? Pensei que devia fazer um top 5 como no ano passado mas não sou capaz. Vai ter de ser um top 10! E mesmo assim vai ser ingrato. Vou deixar uma citação para cada livro e uma pequena anotação. Aviso desde já que a maioria dos livros aqui presentes são clássicos ou clássicos modernos. Se acompanham o blog sabem que é o género que mais leio. Mas vamos começar porque este post é gigante!

 

Menção Honrosa: O Primeiro Amor, Ivan Turgenev & A Insustentável Leveza do Ser, Milan Kundera

Só pelo facto de não conseguir sequer escolher um único livro para a “menção honrosa”, vejam a dificuldade que tive a escolher os outros! Estes dois livros são gigantes. Ainda que diferentes, ambos têm um assunto, peso e abordagem filosófica únicos. Vale muito a pena ler!

“Há uma doçura em ser a única fonte, a causa autocrática e irresponsável da maior alegria e da mais profunda dor de outro” in O Primeiro Amor

“No pôr-do-sol da dissolução, tudo é iluminado pela aura da nostalgia, até a guilhotina” in A Insustentável Leveza do Ser

10 – A Quinta dos Animais, George Orwell

Lembro-me de no ano passado ter lido 1984 e o ter achado de uma lucidez e genialidade gigantes. Este não se fica nada atrás. Cada vez tenho mais medo que Orwell tenha previsto o futuro – “Todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais do que outros”.

9 – Música Para Água Ardente, Charles Bukowski

Ótima coleção de contos e gloriosa introdução a Bukowski – “O amor é uma forma de preconceito. Amas o que precisas, amas o que te faz sentir bem, amas o que é conveniente”.

8 – Memória das Minhas P*utas Tristes, Gabriel García Marquez

Tão triste, tão bom! Leiam! - “Sempre pensei que morrer de amor era uma licença poética”

7 – O Adeus às Armas, Ernest Hemingway

Hino. Na minha opinião, a melhor obra de Hemingway até agora. -  “Nunca nada acontece aos corajosos”

6 – Requiem Por Um Sonho, Hubert Selby Jr.

Que bela surpresa! Fiquei tão rendida. Foi provavelmente a história mais triste e ao mesmo tempo mais bela que li este ano. A dependência e os sonhos. - “Eventualmente todos temos de aceitar total responsabilidade pelas nossas ações, tudo o que fizemos, e tudo o que não fizemos”

5 – Villette, Charlotte Brontë

Oh nem acredito que este livro das Brontë me tinha escapado! Facilmente o meu segundo preferido da mana Brontë mais velha. Adivinham o primeiro, certo? - “Acredito enquanto tremo; confio enquanto choro”

4 – A Inquilina de Wildfell Hall, Anne Brontë

Idem Idem Aspas Aspas. A Anne é subvalorizada e eu nunca vou perceber porquê. - “Preferiria ter a tua amizade do que o amor de qualquer outra mulher no mundo”

3 – Guerra e Paz, Lev Tolstoi

Este gigante foi a primeira coisa que li em 2018. Nem acredito que não o tinha lido! Para mim Anna Karenina vai sempre ser Anna Karenina. Mas Guerra e Paz é um must, se é que me entendem. - “Só podemos saber que nada sabemos. E esse é o mais alto nível de sabedoria humana” 

2 – Os Miseráveis, Victor Hugo

Chorei um oceano a ler este! A história de um povo. É uma coisa lindissíma. Tão glorioso. É um daqueles livros que vai ficar comigo para a vida. - “E lembra-te da verdade já dita: amar outra pessoa é ver a face de Deus”

1 – E Tudo O Vento Levou, Margaret Mitchel

Este top três pode facilmente ser resumido em “A História de uma Nação”. Neste caso a minha menos preferida ganha mas apenas porque a história romântica é mais forte. E Tudo o Vento Levou nunca vai ser uma Guerra e Paz ou um Os Miseráveis. Ainda assim, foi a coisa mais viciante que li este ano. - “Afinal, amanhã é um novo dia!”

Opa vocês não sabem o quão difícil isto foi! Nem consigo aceitar que alguns livros maravilhosos não estão aqui. Mas bem eu devo ter lido uma centena de livros e nem sobre todos escrevi aqui. Porém, acho que estes foram os meus preferidos. Não me conformo em não ter espaço para mencionar maravilhas como A História De Uma Serva (Margaret Atwood), Expiação (Ian McEwan) ou o mais recente Mil Vezes Adeus (John Green).

Só peço que 2019 me traga tantos amores literários como 2018. Muitos dos livros que li este ano tornaram-se em alguns dos meus preferidos de sempre. E eu pensei que já tinha essa lista fechada! Mas a literatura é mesmo assim, não é? Nunca sabemos quando não vamos descobrir o próximo grande livro. Nunca sabemos se o nosso livro preferido ainda não está por ser lido. A literatura é mágica. Não sei o que faria sem livros. O mundo é um sítio tão cruel. Os livros, a arte, tornam-no minimamente suportável. Mas que estou eu a dizer? Perdi-me entretanto.

Vemo-nos para o ano, sim?

Um bom ano de 2019 para vocês e boas leituras!

 

A Outra Menina Bennet

 

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Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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