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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

31
Dez20

Leituras preferidas de 2020 – Resumo

Sofia

Nesta última semana do ano escrevo este post para partilhar convosco os livros que mais gostei de ler este ano. Optei por, desta vez, não colocar por ordem de preferência e escolher apenas 7 entre os quase 70 que li ao longo destes meses. Foi muito difícil, mas cá está!

 

David Copperfield de Charles Dickens

Dickens é um dos meus autores preferidos. Das suas mais longas e populares obras, só me faltava ler esta. Creio que é das mais bem conseguidas do autor. Em registo é certamente semelhante a outras, mas como um todo, penso que é, de um modo, superior. É quase uma "mistura" entre Oliver Twist e Great Expectations.

De Profundis de Oscar Wilde

Foi dos primeiros livros que li este ano. É uma coleção de cartas extraordinariamente poéticas de Wilde a Lorde Douglas e, portanto tem certo interesse biográfico, Contudo, em minha opinião, mais importante do que isso, estas cartas expõem as ideias estéticas de Wilde. Ademais, para quem gosta tanto de romances como eu, existe um interesse extra!

A Peste de Albert Camus

Outro autor de que gosto particularmente. Antes de ler A Peste, a minha obra preferida de Camus era O Estrangeiro. Tenho consciência de que, provavelmente, parte da razão de ter gostado tanto desta obra se prende com a situação distópica que vivemos este ano. Todavia, e, sobretudo em termos de relevância filosófica, achei esta obra maravilhosa.

O Amante de Lady Chatterley de D.H. Lawrence

Como é óbvio para quem acompanha este blog, eu adoro realmente clássicos. Não sei o que esperava quando comecei a ler este livro, mas certamente não foi o que encontrei. Mas a verdade é que gostei ainda mais dele por isso. Foi das obras que mais me cativou este ano. Lembro-me de não a conseguir meter de lado, não descansei enquanto não a terminei! Se não leram têm de ler!

O Retrato de uma Senhora de Henry James

Este sim, muito no estilo dos clássicos ingleses que eu adoro. Gostei muito da história de Isabel Archer e, os temas em questão nesta obra continuam muito atuais. A crítica social foi aquilo de que mais gostei.

O Primo Basílio de Eça de Queiroz

Estive indecisa se falava deste ou de A Cidade e as Serras. Mas não resisti a escolher O Primo Basílio. A narrativa e a história do adultério de Luísa é realmente muito cativante, mas igualmente cativante é o estilo típico de Eça de Queiroz e as descrições de Lisboa que, para quem aqui vive, se tornam particularmente significativas e, de certo modo, nostálgicas.

A Leste do Paraíso de John Steinbeck

Sei que disse que não colocaria estas obras por ordem de preferência e não o fiz. Mas é um facto que, se alguém me pedisse para escolher o meu livro preferido de 2020, hesitaria sim, mas penso que, com 80% de certeza, escolheria A Leste do Paraíso. Como gostei desta obra! Confesso que, quando a começei a ler, não esperava algo de especialmente extraordinário. Pensei que iria encontrar uma obra no mesmo estilo de As Vinhas da Ira ou O Inverno do Nosso Descontentamento. E, de facto, encontrei. Mas não consigo expressar o quão mais gostei de A Leste do Paraíso em relação a qualquer outra obra de Steinbeck. A história dos irmãos Charles e Adam e simbologia bíblica são só um dos aspetos mais cativantes. Mais interessante para mim foi a crítica social e, sobretudo, a aquela concernente aos laços familiares e afetivos.

Custa-me imenso não mencionar outros livros dos quais tanto gostei, como por exemplo, As Mil e Uma Noites, Metamorfoses de Ovídio, Tess dos D’Ubervilles de Hardy ou as Memórias do Subterrâneo de Dostoievski. Obras que novamente recomendo.

Este ano também me dediquei a ler as obras que me faltavam ler de James Joyce e de F.Scott Fitzgerald, dois dos meus autores preferidos. Neste âmbito, as minhas preferidas foram, respetivamente Este Lado do Paraíso e Retrato de um Artista Quando jovem.

Dois autores que costumo repetir com frequência são Shakespeare e Saramago. Curiosamente, as obras que li destes autores este ano não me fascinaram como outras o haviam feito antes, mas penso que isso se possa relacionar com o facto de se estarem a esgotar as possibilidades de leitura! Ainda assim, destaco, de Shakespeare, A Tempestade e, de Saramgo, O Ano da Morte de Ricardo Reis.

Este ano fiz ainda duas leituras que me impressionaram bastante e que não posso deixar de referir aqui, embora por razões óbvias sejam obras sobre as quais não escrevi. Refiro-me a A Interpretação dos Sonhos de Freud e o Capital de Marx. Ainda não consigo conceber como alguém as possa ter escrito. Se se interessarem e gostarem desse tipo de leitura, certamente recomendaria. Também li O Contrato Social de Rousseau que, igual e imensamente me fascinou. E, esta obra é tão pequena e a linguagem tão acessível que não evito incentivar a leitura.

Concluo dizendo algo que, certamente, se ainda estão a ler este post, também sentem. Este ano, mais do que atípico foi literalmente um tormento nos mais diversos âmbitos. Evidentemente teve coisas boas, mais ou menos, para uns e  para outros. Mas a verdade é que, uma das coisas que me manteve sã e me ajudou a lidar com tudo o que foi acontecendo, foram os livros. E não tem só a ver com escapismo ou distração, é mais do que isso. Não sei explicar o que é, mas sei que me entendem.

A única coisa que resta, é desejar-vos um ótimo ano de 2021, com a esperança e o desejo de que seja melhor do que este ano que agora termina.

E, claro, repleto de boas leituras!

 

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Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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