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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

27
Jan20

“The Crucible”, Arthur Miller

Sofia

How may I live without my name? I have given you my soul; leave me my name.

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Tive primeiramente contacto com a obra de Arthur Miller num teatro. Há cerca de um ano fui assistir à representação de Do Alto da Ponte, uma peça da qual gostei bastante. Pouco tempo depois li Death of a Salesman, vencedora do Pulitzer de 1949, da qual me lembro de não ter gostado assim tanto. Lembrei nesta semana que passou que queria ler uma peça e, por alguma razão, pensei em Arthur Miller. The Crucible foi meramente a escolha óbvia. Afinal, parece que é a peça mais conhecida do autor.

 

20
Jan20

“Queen Mab: A Philosophical Poem”, Percy Shelley

Sofia

Even love is sold.

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Há coisa de um par de anos, num verão, comprei antologias de poemas de alguns dos meus poetas preferidos. Falei aqui no blog sobre as antologias de Yeats e de Keats. Nessa altura comprei também uma antologia de Shelley da mesma coleção e esta semana venho falar-vos de um trabalho que li na semana que passou, que consta nesta antologia e do qual gostei imenso.

 

 

06
Jan20

“Crime e Castigo”, Fiódor Dostoiévski

Sofia

“Todos derramam sangue, que corre e sempre correu neste mundo, como uma catarata, que vertem como champanhe, e pelo qual são coroados no Capitólio e depois chamados benfeitores da humanidade. Tu olha com mais cuidado e vê se compreendes! Eu próprio queria o bem das pessoas e era capaz de fazer centenas, milhares de boas ações em vez desta asneira, que nem sequer é uma asneira mas simplesmente um absurdo, porque toda esta ideia nem era assim tão estúpida como agora parece. Ao falhar, tudo parece estúpido! Com esta asneira queria apenas colocar-me numa posição independente, dar um primeiro passo, alcançar os meios, e depois tudo seria expiado por um benefício incomensuravelmente maior… Mas nem o primeiro passo fui capaz de suportar, porque sou um canalha! É nisso que está toda a questão! Em qualquer caso, não passarei a ver as coisas do vosso ponto de vista: se tivesse conseguido, coroavam-me; como não consegui, estou encurralado.”

Crime e Castigo

No início do ano passado li Os Irmãos Karamazov, agora, na primeira semana de 2020 venho falar-vos sobre Crime e Castigo. Fiquei muito impressionada com Os Irmãos Karamazov na altura. Como vos contei no último post, foi dos livros que mais gostei de ler em 2019 e também de sempre. Decidi logo que queria ler tudo o que me faltava ler de Dostoiévski e decidi igualmente que ia começar pelos mais volumosos. Sim, esse foi o meu critério. Cada um com a sua.

 

 

09
Dez19

“Assim falou Zaratustra”, Friedrich Nietzsche – o desencantamento e a esperança

Sofia

Sou uma floresta e uma noite de escuras árvores: mas aquele que não temer a minha escuridão encontrará rosas debaixo dos meus ciprestes.

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Se costumam acompanhar o blog sabem que sou uma grande fã de Nietzsche. Escrevi algumas reviews de obras dele aqui e não me canso de as ler. Estranhamente, fui deixando de lado Assim falou Zaratustra. A nossa tradução portuguesa, pelo que sei, está esgotada e, como infelizmente não consigo ler em alemão, só me restava ler noutro idioma. Enfim, estou satisfeita por finalmente ter conseguido. Há muito que o queria fazer.

 

 

25
Nov19

“Os Prazeres e os Dias”, Marcel Proust – não sei realmente o que dizer

Sofia

A ambição inebria mais do que a glória; o desejo floresce, a posse murcha todas as coisas.

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Este ano li finalmente Em Busca do Tempo Perdido e, se seguem o blog, sabem o quanto me tocou e impressionou tal obra. Não me canso de dizer que foi a coisa mais bela, extraordinária e grandiosa que alguma vez li ou que, tenho a certeza, alguma vez lerei. Está claro que após ler essa obra, imediatamente quis ler mais coisas de Proust. Podia e gostava de ler obras dele a minha vida inteira. Logo no final do verão encomendei Les Plaisirs et les Jours, mas só na semana que passou li. Fiquei tão impressionada com Em Busca do Tempo Perdido, e ainda penso tanto nessa obra que se não li esta mais cedo foi para ir adiando a tristeza que sabia que ia experienciar quando a acabasse.

 

 

18
Nov19

“Cândido ou o Otimismo”, Voltaire – não faz mal se estiver tudo mal

Sofia

Otimismo? O que é isso? – perguntou Cacambo.

É a mania de defender que tudo está bem quando tudo está mal. – respondeu Cândido.

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Este livro representa uma rara exceção na minha lista. Não fui eu que o escolhi, foi-me recomendado por colegas. Claro que eu, uma pessoa tão esquisita, não leria um livro só por recomendação. Confesso que gosto bastante de Voltaire. Ainda assim, fico sempre feliz quando leio algo porque alguém me diz que devia ler. Demonstra que me conhecem bem. E, se eu gosto da obra, fico ainda mais feliz porque descobri um novo livro.

11
Nov19

“One Flew Over The Cuckoo’s Nest”, Ken Kesey – os nossos sistemas não entendem a saúde mental

Sofia

Este mundo, meu amigo, pertence aos fortes. O ritual da nossa existência baseia-se nos mais fortes a devorarem os mais fracos. Temos de enfrentar isto. E também é certo que assim seja. Temos de aprender a aceitar isto como uma lei do mundo natural. Os coelhos aceitam o seu papel no ritual e reconhecem o lobo como o forte. Em defesa, o coelho torna-se esquivo, assutado e elusivo e cava buracos para se esconder quando o lobo está por perto. E aguenta-se e continua a viver. Ele sabe o seu lugar. Certamente, não desafia o lobo para um combate. Isso seria esperto? Seria?”

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Mais uma obra para a minha lista dos livros que devia ter lido há muito e, por alguma razão, não li. Neste caso encontro uma razão mais forte para só ter lido agora. Não faz muito o meu género de livro, de escrita, ou de história. Confesso desde já que apenas o li pelo seu estatuto e pela sua popularidade e não, não tenho vergonha de admitir isso. Portanto, também aviso que a minha opinião do mérito da obra pode não ser totalmente imparcial.

 

 

04
Nov19

“A Feira das Vaidades”, William Makepeace Thackeray – o palco da nossa vida

Sofia

“O mundo é um espelho e mostra a cada um o reflexo da sua própria face. Olhas para ele com sobrolho carregado e ele olha-te de volta azedamente; ris-te para ele e ele será um companheiro gentil e alegre; então, deixe-se que todos os jovens façam as suas escolhas.”

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Estou há muitos muitos anos para ler Vanity Fair. Muitos mesmo. Desde que era muito miúda e comecei a ler todos os clássicos. Lembro-me de que na altura houve uma época em que andava louca à procura de uma tradução desta obra. Aparentemente há dez anos, quando eu tinha 13, não havia nenhuma. Sinceramente, acho que ainda não há. Ou se há, eu não conheço. Entretanto, fui-a esquecendo porque foram surgindo sempre novas obras que queria ler e, mesmo quando comecei a ler as versões originais, colocavam-se sempre outras prioridades literárias. No início deste ano, fiz a minha lista com todos os clássicos que extraordinariamente me tinha "esquecido" de ler e lembrei-me de Vanity Fair. Estou tão feliz de finalmente o riscar da lista!

 

 

31
Out19

“The Raven” & “The Masque of the Red Death”, Edgar Allan Poe – A minha leitura de Halloween

Sofia

A treva enorme fitando, fiquei perdido receando, dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.

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Pois bem, eu não ligo nada ao Halloween. Não é uma festividade nossa, em termos culturais e, além disso, está incrivelmente longe daquilo que, originalmente, se designou que fosse. Contudo, estou ciente do significado e influência crescente desta celebração e, apesar de geralmente não “fazer” leituras temáticas, achei que era interessante tentar este ano. Então, escolhi duas obras – um poema e um conto – que encaixam maravilhosamente no conceito de Halloween. Afinal, a existir um autor, pelo menos daqueles que eu aprecio e costumo ler, cuja obra englobe e encaixe neste espírito, não é ele Edgar Allan Poe?

 

21
Out19

“Doutor Zhivago”, Boris Pasternak – o Amor & a Guerra que o desafia e vence

Sofia

Eles amaram-se, não impulsionados pela necessidade, ou pelo “ardor da paixão” frequente e falsamente associado ao amor. Eles amaram-se porque tudo à sua volta conspirou nesse sentido, as árvores e as nuvens e o céu sobre as suas cabeças e a terra sob os seus pés. Talvez o mundo que os rodeava, os estranhos que eles conheciam na rua, as vastas extensões que viam nas suas caminhadas, as divisões em que vivam ou onde se encontravam, tivessem mais prazer no amor deles do quer eles tinham.

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Não vou mentir logo no início. Só li Doctor Zhivago porque vi o filme há coisa de 1 ano e tal. Lembro-me de que não gostei especialmente do filme (vi a versão de 1965 realizada por David Lean), mas que gostei muito da história. Li sobre ela mais tarde e só fiquei surpreendida de não ter ouvido falar desta obra mais cedo. Não só porque adoro literatura russa no geral, mas porque a história é muitas vezes descrita como uma das grandes histórias de amor de sempre. Não sei se concordo, mas acompanhem-me.

 

 

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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