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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

02
Set19

“Moby-Dick”, Herman Melville – o ‘grande clássico americano’ é mais difícil do que estranho

Sofia

Ahab teve tempo para pensar; mas Ahab nunca pensa; ele apenas sente. Isso é intrigante para o homem mortal! Pensar é uma audácia. Apenas Deus tem esse direito e privilégio. Pensar é, ou deveria ser, algo frio e calmo; e os nossos pobres corações palpitam, e os nossos cérebros batem demasiado para o fazer. E, contudo, por vezes já pensei que o meu cérebro era muito calmo – frio, congelado.

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Moby-Dick era outro daqueles livros que, antes de ler, tive de pôr numa lista antes para me ir convencendo de que tinha mesmo de o ler. Sempre o quis fazer, confesso que mais pelo seu estatuto em termos de cânone do que pelo apelo que a história propriamente dita tinha para mim. Agora estou bastante satisfeita com a conclusão deste projeto.

 

 

28
Jan19

“O Monge”, Matthew Lewis – isto sim é gótico!

Sofia

“O Homem nasceu para a sociedade. Independentemente do quão pouco ele esteja ligado ao mundo, ele nunca o pode esquecer completamente, ou aceitar ser por ele completamente esquecido.”

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É com muito entusiasmo que escrevo este post! Lembram-se de há duas semanas ter escrito aqui na review de O Italiano de Ann Radcliffe que ia ler este The Monk, O Monge na edição pertuguesa? Ann Radcliffe tinha escrito aquele livro como resposta a este e, na review em questão eu referi que se gostasse desta obra viria aqui falar dela, ignorando o facto de que tenho feito imensas reviews de romances góticos. A questão é que eu simplesmente adorei esta obra! Então cá estou eu. 

 

 

31
Dez18

Best Of! – os melhores livros que li em 2018

Sofia

Este é o meu post preferido do ano! Adoro fazer listas e adoro partilhar aqui as minhas opiniões, por isso... Este ano li imensos livros e a maioria deles incriveis. Acho que isso se deveu ao facto de ter aproveitado este ano para ler aqueles livros que “estavam na lista”, entendem? Pensei que devia fazer um top 5 como no ano passado mas não sou capaz. Vai ter de ser um top 10! E mesmo assim vai ser ingrato. Vou deixar uma citação para cada livro e uma pequena anotação. Aviso desde já que a maioria dos livros aqui presentes são clássicos ou clássicos modernos. Se acompanham o blog sabem que é o género que mais leio. Mas vamos começar porque este post é gigante!

 

 

22
Out18

“E Tudo o Vento Levou”, Margaret Mitchell – Pensarei nisto amanhã e para o resto da minha vida

Sofia

“Não posso pensar nisso agora. Se o fizer, enlouqueço. Pensarei nisso amanhã. Então, vou conseguir suportá-lo. Afinal, amanhã é um novo dia." 

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E Tudo o Vento Levou é um clássico. Clássico do cinema, mas sobretudo clássico da literatura. Se vos disser quantas vezes, nos meus 22 anos me preparei para o ler ou para o ver e não o fiz, não acreditariam. O filme tem mais de 4 horas, o livro mais de 1000 páginas. Estão a perceber? Este verão, numa tarde em casa disse a mim mesma, de hoje não passa. Vi o filme. Vai parecer-vos exagerado, mas foram das 4 horas mais gloriosas e bem passadas da minha vida. Quando acabei o filme, abri a internet e mandei vir o livro. No sábado passado acabei de o ler, ao fim de 2 semanas. Das melhores da minha vida. Nunca me perdoarei por não ter lido este livro mais cedo. 

 

 

15
Out18

“Sir Gawain e o Cavaleiro Verde”, Autor Desconhecido – Romance de Cavalaria e Amor Cortês nunca sairão de moda

Sofia

“Lutar não o perturbava tanto como o rigoroso inverno.” 

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Embora só agora tenha lido este poema, já sabia a história de cor há bastante tempo. É um poema bastante discutido quando se estuda a época medieval. Como tal, na faculdade há muitas cadeiras e seminários onde este poema é aborado. Confesso que li este livro por obrigação. Bem, mas também porque me apeteceu, para ser honesta. Afinal já sabia a história antes de ter aberto o livro. 

 

 

 

10
Set18

“Requiem por um Sonho”, Hubert Selby Jr. – Quando estamos dependentes de sonhos, estamos dependentes de tudo o que nos faça sonhar / A mais perfeita obra sobre o triunfo da dependência

Sofia

“Tu és o meu sonho.”

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No princípio das minhas férias de verão vi um filme que me marcou profundamente e que rapidamente se tornou no meu segundo filme preferido de todo o sempre. Vi-o completamente por acaso. Estava a ver uma lista com filmes “must watch”, e lá estava este glorioso filme na lista. A minha escolha foi ajudada pelo facto de o filme  ter sido realizado pelo meu realizador preferido. Falo do filme Requiem for a Dream, de 2000, realizado por Darren Aronofsky, que em Portugal recebeu o título de A Vida não é Perfeita. Quando acabei de ver o filme e descobri que era adaptado de um livro, não perdi tempo. Encomendei o livro imediatamente. Chegou às minhas mãos na segunda-feira e não o larguei um segundo desde então.

 

 

06
Ago18

“O Mandarim”, Eça de Queirós – A Paz da Miséria ou o Tumulto da Riqueza?

Sofia

“Só sabe bem o pão que dia a dia ganham as nossas mãos: nunca mates o Mandarim!”

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Comecei a ler este livro super por acaso. “Ganhei-o” num sorteio há para aí uns dois anos na feira do livro de Lisboa. Na altura senti-me com azar, confesso. Depositei-o na biblioteca em casa e nunca mais lhe toquei. Até há uns dias. Estava muito aborrecida no início da semana passada porque já não tinha nenhum livro para ler, e não ia visitar uma boa livraria senão no fim-de-semana. Então, foi nesse espirito que peguei num dos únicos livros das estantes que não tinha lido: O Mandarim. Teve preferência em confronto com outros lá esquecidos devido ao seu autor. Acontece que Eça é provavelmente o meu autor português preferido, e não há muitas obras dele que eu não tenha lido e adorado. Com isto em mente parti, cheia de expectativas, para a leitura deste livro esquecido.

 

 

31
Jul18

“A Inquilina de Wildfell Hall”, Anne Bronte – Quando amamos demónios, qual é o caminho da salvação?

Sofia

“Mas se eu estiver tão modificado que tenha deixado de adorá-la com todo o meu coração e toda a minha alma para além de qualquer outra criatura, não serei eu próprio.”

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Quando fui à feira do livro este ano deparei-me com este maravilhoso livro. Já há muito que o queria ler, não só por ser uma fã incondicional das irmãs Bronte, mas também por ter lido o primeiro romance de Anne, Agnes Grey e o ter amado muito. Ainda não tinha comprado este porque quando trata de clássicos, gosto de ter a versão em português e a versão na língua de partida. Como este maravilhoso livro não tem a sua tradução à venda (porquê?), fui adiando a leitura. Entretanto na faculdade, uma colega chamou-me a atenção para o facto de este segundo romance de Anne ser ainda melhor do que o primeiro. Duvidei mas fiquei curiosa ao ponto de encomendar de imediato a versão em inglês. No meio disto tudo fui à feira do livro e encontrei, por acaso, esta versão traduzida, cuja tradução já conta com 20 anos! Comecei a lê-lo no início da última semana e só demorei todo este tempo porque o amei ao ponto de ir molengando na leitura para o fazer durar.

 

 

 

23
Jul18

“Frankenstein”, Mary Shelley – As criações do Homem vão destruí-lo no final

Sofia

“Homem, o quão ignorante ele é no orgulho da sua sabedoria.”

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Já tinha ouvido falar muito de Mary Shelley e do seu Frankenstein, mas foi só no ano passado, durante o último semestre da licenciatura, que decidi “vou ler este livro”. Falamos da autora devido à sua mãe, uma das fundadoras do feminismo verdadeiro – ênfase no “verdadeiro” -, numa cadeira de cultura, e do livro como pioneiro no género da ficção-científica numa cadeira de literatura. Desde então a minha curiosidade relativamente a ambos só cresceu. Entretanto passou-se mais de um ano, porém não me esqueci e cá estou eu.

Como provavelmente sabem, em Frankenstein, Mary Shelley conta a história de um estudante – Victor Frankenstein – que numa demanda por conhecimento e ciência desenvolve o desejo de “criar” um ser seu semelhante, somente através da ciência e experiência. Esta “experiência” é de facto bem-sucedida – Frankenstein cria, de facto, um ser, cria um monstro. Aterrorizado, foge do mesmo e deixa-o à solta no mundo. A partir daí, a criatura persegue o criador e o resto é, literalmente, história.

A mensagem que a história passa, para mim, é a melhor coisa do livro. Quer dizer, quantas vezes já não pensaram que a inteligência da humanidade vai ser a sua perdição? Estou sempre a pensar nisso. Tenho sempre presente na minha mente que todo o desenvolvimento que estamos a promover nos vai arruinar. Estamos a jogar um jogo de Deus. E nós não somos Deuses, somos só humanos. Claro que temos de evoluir e criar, é a lei da vida e precisamos de inovar para sobreviver. Mas já viram o que somos capazes de fazer? Criamos venenos e drogas, criamos armas e robots, inventámos guerras e coisas que voam, visitámos a lua e tocámos as estrelas. Fazemos coisas que nos matam todos os dias e não paramos nunca. Nunca estamos satisfeitos e estamos sempre à procura de criar a nova “grande coisa”. Quando penso em tudo o que já criamos não posso deixar de me sentir fascinada. Mas também assustada. Quando e onde vamos parar?

Vou dizer-vos uma coisa com toda a honestidade – gostei mais da mensagem da história do que da história em si. Adoro o seu simbolismo, mas a história em si não foi a minha preferida. Não obstante, é uma ótima história, e uma muito bem contada. A autora esteve muito bem na criação deste mundo fantástico e alternativo.

Sabiam que tudo começou como uma diversão? Ao que parece, a autora estava com outros autores e com o seu (muito) famoso marido a passar férias, quando foram retidos em casa por uma tempestade de neve. Então, juntamente com 3 desses autores, decidiu-se que fariam 4 histórias de fantasia para se entreterem. Destes 4, só Mary não faltou à palavra. E ainda bem.

Para mim, este foi um começo glorioso para a ficção-cientifica como género. E como tal acho que nunca pode ser ignorado. Foi assim, pelas mãos de Mary Shelley, que nasceu um dos géneros mais aclamados e vendidos atualmente. Nem que seja por uma questão de curiosidade ou respeito, acho que todos devíamos ler esta obra.

Como tal, recomendo-vos a leitura desta obra tão fundamental no cânone. Se gostam de ficção-cientifica, então não podem mesmo deixar de ler. E se não gostam, bem Frankenstein é um clássico. E se há coisa clara como água na literatura para mim é que os clássicos são para ser lidos. Foram eles que transformaram a literatura no que ela é hoje, e temos para com eles uma divída de milhões. Se a única forma através da qual a podemos saldar é lendo-os, então de que estamos à espera? Corram até a livraria mais perto de vocês e comprem Frankenstein de Mary Shelley. Leiam!

 

Idioma de leitura: Português

 

3,5/5

16
Jul18

“Os Miseráveis”, Victor Hugo – Uma linda história de amor e o mais perfeito retrato de uma sociedade em decadência

Sofia

“Basta amar ou ser amado. Não peçam mais nada depois. É esta a única pérola que podemos encontrar nos caminhos tenebrosos da vida. Amar é uma consumação.”

Após quase um mês de ausência, regressei. E voltei com uma justificação para este tempo afastada: Os Miseráveis. Vocês literalmente não têm noção de há quanto tempo eu queria ler este livro. A única razão pela qual não o li antes é simples e prende-se com o seu tamanho. Mas agora lá foi. Li a grande obra de Victor Hugo e não podia estar mais feliz e literariamente realizada do que estou neste momento.

 

 

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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