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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

15
Abr19

“Arte de Amar”, Ovídio - um manual com mais de vinte e um séculos

Sofia

“Qual foi a vossa perdição, eu vos direi: não soubeste amar; faltou-vos arte; é a arte que faz perdurar o amor."

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Esta escolha foi um misto de vontade e dever. Já queria ler Arte de Amar há bastante, mas ainda não tinha tido oportunidade. Agora, a oportunidade surgiu e dediquei-me logo. Não tinha bem a certeza quando a comecei se queria falar sobre ela aqui, mas não resisti! 

 

11
Mar19

“Em Busca do Tempo Perdido – Do Lado de Swann (Vol. I)”, Marcel Proust – o tempo a passar à velocidade de violetas e lilases

Sofia

“Os lugares que conhecemos só pertencem ao mundo do espaço em que os situamos para maior facilidade. Não eram mais que uma delgada fatia por entre impressões contíguas que formavam a nossa vida de então; a recordação de uma determinada imagem não passa da nostalgia de um determinado momento; e as casas, as estradas, as avenidas, são infelizmente fugazes, como os anos.”

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Há imenso tempo que queria começar a ler esta coleção. Provavelmente já notaram que escolhi este ano para ler todos aqueles livros que sempre quis ler, mas que por uma razão ou por outra, nunca li. Por falta de tempo, coragem ou só por distração. Parecendo que não, metem-se sempre imensas coisas no caminho quando nos determinamos a fazer algo. Porém, comecei finalmente Em Busca do Tempo Perdido e aqui vai a minha opinião acerca do primeiro volume, Do Lado de Swann.  

 

 

25
Fev19

“Ariel”, Sylvia Plath – mais POESIA assim, por favor!

Sofia

“Herr God, Herr Lucifer  
Beware
Beware.

Out of the ash
I rise with my red hair  
And I eat men like air.”

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Sylvia Plath é uma das minhas poetisas preferidas. Há uns tempos fiz a review de uma coleção da chamada “poesia moderna”, que se leram, sabem como me desagradou. A seguir a essa terrível experiência decidi que precisa de ler “poesia a sério”. Nem que fosse para me convencer de que não estava errada em achar a “nova poesia” detestável. Lembrei-me logo de Sylvia Plath porque também ela foi uma senhora e, antes de todas estas novas “poetisas”, ela já tinha escrito "a sério" sobre os mesmos temas. Escolhi a coleção Ariel por ter sido publicada postumamente.

 

18
Fev19

“Ulisses”, James Joyce – quando o sol brilhou para a Literatura

Sofia

A suprema questão acerca de uma obra de arte é quão profunda é a vida de onde ela brota”

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Ninguém faz ideia de há quanto tempo eu estava literalmente “a morrer” para ler Ulisses de James Joyce! Não o fiz mais cedo porque, entendi pelo que li acerca da obra e pelo que ouvi das pessoas mais entendidas e competentes que eu, que não a iria entender na sua totalidade. Era uma leitura difícil e exigente e bla bla bla. Então fui esperando. No início deste ano, meti na cabeça que já estava “qualificada” para ler tal livro, que já o conseguiria entender e apreciar, e que portanto estava na hora. 

 

 

07
Jan19

“O Sol Nasce Sempre (Fiesta)”, Ernest Hemingway – pólvora para uma geração perdida

Sofia

“Nunca te assalta a impressão de que a tua vida foge e de que tu não a estás a gozar? Não pensas que viveste já quase metade do tempo que tens para viver?”

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A primeira review de 2019! Primeiro tenho de confessar que acabei de ler este livro em 2018. Foi o último livro que li na totalidade em 2018. E que bela maneira de acabar o ano. Hemingway é um dos meus escritores americanos preferidos e uma das personalidades mais queridas de sempre para mim. Na primeira metade de 2018 tinha lido O Adeus às Armas (e fiz a review aqui no blog) e ainda não me esqueci desse livro. Então, em dezembro, assim do nada lembrei-me dessa obra e depois lembrei-me das outras obras que tinha lido do autor e decidi que tinha de ler mais alguma coisa dele. Às vezes é assim que eu decido o que quero ler! Então mas e porquê O Sol nasce sempre (Fiesta)? Bem, é que este livro é tido como ilustrativo de toda uma geração e é hoje tido como um livro de culto. Como é ligeiramente autobiográfico (como aliás muitos dos livros de Hemingway), tive curiosidade. E já era mais do que altura de o ler. Na verdade, receio já ter chegado atrasada a esta leitura. Mas, mais vale tarde do que nunca.

 

 

31
Dez18

Best Of! – os melhores livros que li em 2018

Sofia

Este é o meu post preferido do ano! Adoro fazer listas e adoro partilhar aqui as minhas opiniões, por isso... Este ano li imensos livros e a maioria deles incriveis. Acho que isso se deveu ao facto de ter aproveitado este ano para ler aqueles livros que “estavam na lista”, entendem? Pensei que devia fazer um top 5 como no ano passado mas não sou capaz. Vai ter de ser um top 10! E mesmo assim vai ser ingrato. Vou deixar uma citação para cada livro e uma pequena anotação. Aviso desde já que a maioria dos livros aqui presentes são clássicos ou clássicos modernos. Se acompanham o blog sabem que é o género que mais leio. Mas vamos começar porque este post é gigante!

 

 

19
Nov18

“A Cor Púrpura”, Alice Walker – A cor da história

Sofia

“Acho que aborreces Deus se passares pela cor púrpura num campo e não reparares nela.”

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A Cor Púrpura é um livro que está em literalmente todo o lado. E parece sempre que toda a gente já leu o livro, ou já viu o filme. Enfim, parece que toda a gente conhece a história. Acontece que, embora eu soubesse da existência deste livro, nunca me tinha passado pela cabeça lê-lo. Até porque não faz muito o meu género. Porém, aconteceu.

 

 

22
Out18

“E Tudo o Vento Levou”, Margaret Mitchell – Pensarei nisto amanhã e para o resto da minha vida

Sofia

“Não posso pensar nisso agora. Se o fizer, enlouqueço. Pensarei nisso amanhã. Então, vou conseguir suportá-lo. Afinal, amanhã é um novo dia." 

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E Tudo o Vento Levou é um clássico. Clássico do cinema, mas sobretudo clássico da literatura. Se vos disser quantas vezes, nos meus 22 anos me preparei para o ler ou para o ver e não o fiz, não acreditariam. O filme tem mais de 4 horas, o livro mais de 1000 páginas. Estão a perceber? Este verão, numa tarde em casa disse a mim mesma, de hoje não passa. Vi o filme. Vai parecer-vos exagerado, mas foram das 4 horas mais gloriosas e bem passadas da minha vida. Quando acabei o filme, abri a internet e mandei vir o livro. No sábado passado acabei de o ler, ao fim de 2 semanas. Das melhores da minha vida. Nunca me perdoarei por não ter lido este livro mais cedo. 

 

 

10
Set18

“Requiem por um Sonho”, Hubert Selby Jr. – Quando estamos dependentes de sonhos, estamos dependentes de tudo o que nos faça sonhar / A mais perfeita obra sobre o triunfo da dependência

Sofia

“Tu és o meu sonho.”

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No princípio das minhas férias de verão vi um filme que me marcou profundamente e que rapidamente se tornou no meu segundo filme preferido de todo o sempre. Vi-o completamente por acaso. Estava a ver uma lista com filmes “must watch”, e lá estava este glorioso filme na lista. A minha escolha foi ajudada pelo facto de o filme  ter sido realizado pelo meu realizador preferido. Falo do filme Requiem for a Dream, de 2000, realizado por Darren Aronofsky, que em Portugal recebeu o título de A Vida não é Perfeita. Quando acabei de ver o filme e descobri que era adaptado de um livro, não perdi tempo. Encomendei o livro imediatamente. Chegou às minhas mãos na segunda-feira e não o larguei um segundo desde então.

 

 

18
Jun18

“O Inverno do Nosso Descontentamento”, John Steinbeck – tornado em glorioso verão pela literatura

Sofia

“Pergunto-me quantas pessoas já olhei ao longo da minha vida sem nunca ter realmente visto.”

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Decidi que tinha de ler este livro devido ao seu título. Vem de Shakespeare, sabiam? Além disso já há algum tempo que tinha o desejo de ler algo deste autor. Acabei por comprar este livro ao mesmo tempo que comprei O Adeus às Armas de que falei na última semana. Então é um bocado impossível não comparar os dois, até porque pertencem ambos ao século XX e ambos os autores ganharam tanto o Nobel e o Pulitzer.

O Inverno do Nosso Descontentamento é para mim difícil de sumariar. Mas fala essencialmente de Ethan, vendedor de uma loja, cuja esposa e dois filhos ressentem a sua condição social, não notando o seu sentido de justiça e honestidade no meio de uma sociedade americana corrompida.

Steinbeck declarou certa vez que escreveu este livro para falar acerca da degeneração moral da cultura americana nas décadas de 1950 e 1960. A crítica social é realmente notória em toda a obra e acho que a história sai prejudicada pelo facto de o autor tentar impingir essa mesma crítica em cada uma das 300 páginas. Gostava de ter lido outro tipo de história, com mais consistência, mais emoção, menos intelectualidade suponho. A personagem de Ethan foi até considerada por alguns críticos como inverosímil.

Tal como eu vos disse, para mim é impossível não comparar este livro ao anterior que li. E para mim, é impossível não dizer que O Adeus às Armas é, na minha opinião, mais bem conseguido.

Parece que até há uma adaptação deste romance ao cinema que sinceramente não tenho a mínima curiosidade para ver. Acho que este tipo de livro nem devia ser colocado no ecrã. Não por não ser bom o suficiente para isso (porque lá isso é), mas devido à complexidade que possui.

Em termos de leitura, o livro lê-se bem. Tem diálogos fáceis de ler e entender, a leitura é fluida. Só não digo que é uma leitura “leve” porque tem muito que se lhe diga, tem muitas coisas para ler nas entrelinhas e sobre as quais refletir.

Muito honestamente, não sei dizer se gostei deste livro. Gostei da crítica mas no todo não foi dos livros de que gostei mais. Foi, no entanto uma boa introdução ao autor e penso que em breve poderei ler mais livros dele. Não sei se vos posso recomendar um livro de que eu mesma não apreciei a 100%, porém cá vai disto: leiam O Inverno do Nosso Descontentamento.

 

Idioma de leitura: Português

 

2,5/5

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, viagens, tragédias, chuva e chocolate.

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