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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

07
Out19

“The Outsiders”, S.E. Hinton – a adolescência é tudo menos de ouro

Sofia

Parecia-me estranho que o por-do-sol que ela via do seu pátio e aquele que eu via dos degraus atrás da minha casa fosse o mesmo. Talvez os dois mundos diferentes em que nós vivíamos não fossem assim tão diferentes. Nós víamos o mesmo por-do-sol.

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Quando eu era mais nova adorava os chamados livros ‘coming of age’. Lia-os num instante. Ainda continuo a preferir livros, filmes e séries deste género. Pode ter a ver com o facto de ser mais fácil de me relacionar, claro. No meio da minha adolescência, estranhamente, passei ao lado de The Outsiders. Mais estranho, passei ao lado não só do livro, como do filme. Mas não passei ao lado da expressão icónica e proferida hoje indiscriminadamente que, na verdade, vem desta história - “stay gold”. Julguem-me, mas só no início deste ano descobri de onde vinha tal expressão e fiquei atrapalhada por perceber que tinha deixado escapar este famoso e importante ‘coming of age’ (ainda por cima considerado um clássico moderno!). Então, pus The Outsiders - ou, como se lembraram lhe chamaram em Portugal, Os Marginais -, na lista e apesar de só o ter lido no fim de setembro, finalmente posso riscar. 

 

02
Set19

“Moby-Dick”, Herman Melville – o ‘grande clássico americano’ é mais difícil do que estranho

Sofia

Ahab teve tempo para pensar; mas Ahab nunca pensa; ele apenas sente. Isso é intrigante para o homem mortal! Pensar é uma audácia. Apenas Deus tem esse direito e privilégio. Pensar é, ou deveria ser, algo frio e calmo; e os nossos pobres corações palpitam, e os nossos cérebros batem demasiado para o fazer. E, contudo, por vezes já pensei que o meu cérebro era muito calmo – frio, congelado.

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Moby-Dick era outro daqueles livros que, antes de ler, tive de pôr numa lista antes para me ir convencendo de que tinha mesmo de o ler. Sempre o quis fazer, confesso que mais pelo seu estatuto em termos de cânone do que pelo apelo que a história propriamente dita tinha para mim. Agora estou bastante satisfeita com a conclusão deste projeto.

 

 

25
Fev19

“Ariel”, Sylvia Plath – mais POESIA assim, por favor!

Sofia

“Herr God, Herr Lucifer  
Beware
Beware.

Out of the ash
I rise with my red hair  
And I eat men like air.”

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Sylvia Plath é uma das minhas poetisas preferidas. Há uns tempos fiz a review de uma coleção da chamada “poesia moderna”, que se leram, sabem como me desagradou. A seguir a essa terrível experiência decidi que precisa de ler “poesia a sério”. Nem que fosse para me convencer de que não estava errada em achar a “nova poesia” detestável. Lembrei-me logo de Sylvia Plath porque também ela foi uma senhora e, antes de todas estas novas “poetisas”, ela já tinha escrito "a sério" sobre os mesmos temas. Escolhi a coleção Ariel por ter sido publicada postumamente.

 

21
Jan19

“the princess saves herself in this one”, Amanda Lovelace – vamos ter uma conversa séria

Sofia

“A princesa saltou da torre e aprendeu que podia voar” 

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Admito já que a única coisa que me levou a ler este livro foi o título. E a recomendação do Goodreads que por alguma razão achou que isto se enquadrava nos meus hábitos de leitura. Uma evidente prova de que as máquinas não são assim tão fidedignas e nunca substituirão o cérebro humano. Mas enfim, não vou por aí. A única razão pela qual decidi falar deste livro aqui é por achar que está mais do que na altura de termos de ter uma conversa séria sobre aquilo a que hoje em dia chamamos poesia. Conversa que devia ser a nível global. 

07
Jan19

“O Sol Nasce Sempre (Fiesta)”, Ernest Hemingway – pólvora para uma geração perdida

Sofia

“Nunca te assalta a impressão de que a tua vida foge e de que tu não a estás a gozar? Não pensas que viveste já quase metade do tempo que tens para viver?”

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A primeira review de 2019! Primeiro tenho de confessar que acabei de ler este livro em 2018. Foi o último livro que li na totalidade em 2018. E que bela maneira de acabar o ano. Hemingway é um dos meus escritores americanos preferidos e uma das personalidades mais queridas de sempre para mim. Na primeira metade de 2018 tinha lido O Adeus às Armas (e fiz a review aqui no blog) e ainda não me esqueci desse livro. Então, em dezembro, assim do nada lembrei-me dessa obra e depois lembrei-me das outras obras que tinha lido do autor e decidi que tinha de ler mais alguma coisa dele. Às vezes é assim que eu decido o que quero ler! Então mas e porquê O Sol nasce sempre (Fiesta)? Bem, é que este livro é tido como ilustrativo de toda uma geração e é hoje tido como um livro de culto. Como é ligeiramente autobiográfico (como aliás muitos dos livros de Hemingway), tive curiosidade. E já era mais do que altura de o ler. Na verdade, receio já ter chegado atrasada a esta leitura. Mas, mais vale tarde do que nunca.

 

 

13
Nov18

“Objetos Cortantes”, Gillian Flynn – o problema das Crianças Troféu

Sofia

“Às vezes, se deixas que as pessoas te façam coisas a ti, na verdade estás a fazê-las a elas.”

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Em Parte Incerta, ou Gone Girl, como é conhecido em todo o mundo, foi um dos melhores livros que li, escritos neste século. Adorei-o profundamente. E a ter em conta o impacto que causou, e o facto de se ter tornado num livro de culto, e numa bem-sucedida adaptação ao grande ecrã, todo o mundo o adorou. Desta forma, é apenas natural que, assim que tive tempo livre, e precisei efetivamente de ler algo contemporâneo, Gillian Flynn foi a minha escolha. Escolhi o seu primeiro livro pelo único facto de agora estar em todo o lado desde que a HBO decidiu adaptar a história ao pequeno ecrã. Boa decisão.

 

 

22
Out18

“E Tudo o Vento Levou”, Margaret Mitchell – Pensarei nisto amanhã e para o resto da minha vida

Sofia

“Não posso pensar nisso agora. Se o fizer, enlouqueço. Pensarei nisso amanhã. Então, vou conseguir suportá-lo. Afinal, amanhã é um novo dia." 

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E Tudo o Vento Levou é um clássico. Clássico do cinema, mas sobretudo clássico da literatura. Se vos disser quantas vezes, nos meus 22 anos me preparei para o ler ou para o ver e não o fiz, não acreditariam. O filme tem mais de 4 horas, o livro mais de 1000 páginas. Estão a perceber? Este verão, numa tarde em casa disse a mim mesma, de hoje não passa. Vi o filme. Vai parecer-vos exagerado, mas foram das 4 horas mais gloriosas e bem passadas da minha vida. Quando acabei o filme, abri a internet e mandei vir o livro. No sábado passado acabei de o ler, ao fim de 2 semanas. Das melhores da minha vida. Nunca me perdoarei por não ter lido este livro mais cedo. 

 

 

10
Set18

“Requiem por um Sonho”, Hubert Selby Jr. – Quando estamos dependentes de sonhos, estamos dependentes de tudo o que nos faça sonhar / A mais perfeita obra sobre o triunfo da dependência

Sofia

“Tu és o meu sonho.”

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No princípio das minhas férias de verão vi um filme que me marcou profundamente e que rapidamente se tornou no meu segundo filme preferido de todo o sempre. Vi-o completamente por acaso. Estava a ver uma lista com filmes “must watch”, e lá estava este glorioso filme na lista. A minha escolha foi ajudada pelo facto de o filme  ter sido realizado pelo meu realizador preferido. Falo do filme Requiem for a Dream, de 2000, realizado por Darren Aronofsky, que em Portugal recebeu o título de A Vida não é Perfeita. Quando acabei de ver o filme e descobri que era adaptado de um livro, não perdi tempo. Encomendei o livro imediatamente. Chegou às minhas mãos na segunda-feira e não o larguei um segundo desde então.

 

 

03
Set18

“Mil Vezes Adeus”, John Green – Fui para o Prado

Sofia

“Qualquer pessoa pode olhar para ti. É bastante raro encontrar alguém que veja o mesmo mundo que tu.”

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Se costumam ler o blog sabem que já li todos os livros de John Green. Adoro-o. Na minha opinião, ele é sem dúvida o melhor escritor de Young Adult Novel – Romance Jovem Adulto – da atualidade, e um dos melhores de sempre. Os livros dele estão entre os meus preferidos do género. Como ele já não lançava livros há uns anos, foi com grande ansiedade e entusiasmo que o ano passado soube do lançamento deste seu novo livro. Como todos os livros que tenho dele são traduções, esperei que fosse traduzido, e depois esperei ainda mais porque outros livros se “meteram no caminho”. Mas a espera acabou e li finalmente Mil Vezes Adeus!

 

 

13
Ago18

“Selvagens”, Don Winslow – Quando se tenta demasiado, sai o tiro pela culatra

Sofia

“Criámos deuses da riqueza e da saúde. Uma religião do narcisismo. E, finalmente, só nos venerámos a nós. E, afinal, não foi o suficiente.”

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À semelhança daquilo que aconteceu com O Mandarim, comecei a ler este livro porque “estava lá por casa”. Eu já tive muitas experiências boas com livros que “estavam lá por casa”, como é o caso de O Mandarim ou Os Capitães da Areia. Este livro era do meu pai e ele comprou-o porque há um tempo saiu um filme adaptado deste livro, que ele acabou por nunca ler. A verdade é que só o facto de ele ter “gostado” tanto do filme (que eu na altura também vi e achei só despropositado e “forçado”) devia ter constituído uma “red flag” e um aviso do tipo “Sofia, não percas o teu tempo”. Mas eu sou teimosa, não é? Já no verão passado tinham tentado ler este livro mas desisti num folhear rápido, este ano, teve de ser.

 

 

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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