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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

30
Set19

“Ligações Perigosas", Pierre Choderlos de Laclos – Jogos de Sedução

Sofia

“Foi então que confirmei a verdade, que o amor, que julgamos ser a fonte dos nossos prazeres, nada mais é do que uma desculpa para eles.”

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Tal como Le Rouge et Le Noir de Stendhal (de que falei aqui no blog há umas semanas), também Liaisons Dangereuses de Laclos era um clássico francês que queria ler desde há muito. Não o li porque quando era mais nova e comecei a ler os clássicos não existiam as traduções que existem agora nem tanta facilidade de acesso às mesmas. Entretanto, nos últimos anos desde que entrei na faculdade comecei a optar por lê-los no original. Em relação a este livro, o que inicialmente me cativou foi o facto de não me parecer encaixar nos parâmetros daquilo que deveria ser um livro do século XVIII. A moralidade, os valores, o sentimentalismo, etc. Então, sempre tive curiosidade de ler e descobrir como é que este livro tinha sido publicado, recebido, como tinha chegado até hoje e, sobretudo, se era mesmo “tão escandaloso” tendo em conta a época. 

 

26
Ago19

“Em Busca do Tempo Perdido”, Marcel Proust

Sofia

“Sonhamos muito com o paraíso, ou antes, com numerosos paraísos sucessivos, mas são todos, muito antes de morrermos, paraísos perdidos, onde perdidos nos sentiríamos."

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Finalmente. Se seguem o blog sabem que, no começo da primavera, quando tudo começava a florir, eu comecei a ler o primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, ou seja, Do Lado de Swann, livro sobre o qual escrevi aqui. Lembro-me de ter pensado na altura que mais valia escrever sobre cada um dos sete volumes à medida que os fosse lendo, mas a verdade é que, assim que os lia sentia-me tão possessiva em relação à obra que não queria sequer falar sobre ela, não queria que ninguém "ma tirasse", que ela nunca deixasse de ser só “minha”. Sei que é estranho, mas é a verdade. Há semanas, acabei o último volume e, se só escrevo sobre a totalidade da obra agora, é porque tenho estado num processo de luto em relação ao tempo que perdi a ler estes 7 volumes e que nunca vou perder outra vez, pelo menos não da mesma maneira. O meu grande desejo era poder perder este tempo para sempre e nunca o reencontrar.

 

 

12
Ago19

“Carmen”, Prosper Mérimée - Carmen, Carmen … a ‘inesquecível’ e ‘livre’ Carmen

Sofia

“Ela mentiu, senhor. Ela sempre mentiu. Não me parece que ela alguma vez tenha dito algo que fosse verdade. Mas quando ela falava, eu acreditava nela” 

193853.jpgGeorges Bizet tem uma ópera lindíssima em quatro atos que eu adoro e que aconselho muito chamada Carmen (1875). Essa ópera, como quase todas as óperas tem um motivo literário por trás. Baseia-se numa obra de Prosper Mérimée com o mesmo nome, Carmen (1845). Há muito tempo que a queria ler, mas sabem como é, desde que desejamos uma coisa até que a concretizamos, passa uma vida. Enfim, li finalmente Carmen. 

 

 

29
Jul19

“O Vermelho e o Negro”, Stendhal – Os pobres também amam

Sofia

As verdadeiras paixões são egoístas”

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Esta obra fazia parte da minha lista de livros a ler há séculos. Não o li há mais tempo porque, como sabia que era um livro genial mesmo antes de o ler, quis esperar para o ler no original, para não ter de lidar com uma tradução. Mas agora, finalmente, posso falar sobre ele. 

 

 

10
Jun19

“A Dama das Camélias”, Alexandre Dumas Filho – o amor alguma vez vai ser o suficiente?

Sofia

“Aquela mulher tinha uma admiração infantil pelas coisas mais simples. Havia dias em que ela corria pelo jardim como uma menina de dez anos atrás de uma borboleta ou de uma libélula. Aquela cortesã, que gastou mais dinheiro em ramos de flores do que aquele que seria necessário para uma família inteira viver com conforto, às vezes sentava-se na relva durante uma hora para examinar a simples flor que tinha o seu nome”

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Não sei bem desde há quanto tempo é que queria ler este livro, mas lembro-me de ser menina e procurar a tradução desta obra por todo o lado sem nunca a encontrar. No último mês comprei a versão em francês e resolvi-me a ler.

 

 

11
Mar19

“Em Busca do Tempo Perdido – Do Lado de Swann (Vol. I)”, Marcel Proust – o tempo a passar à velocidade de violetas e lilases

Sofia

“Os lugares que conhecemos só pertencem ao mundo do espaço em que os situamos para maior facilidade. Não eram mais que uma delgada fatia por entre impressões contíguas que formavam a nossa vida de então; a recordação de uma determinada imagem não passa da nostalgia de um determinado momento; e as casas, as estradas, as avenidas, são infelizmente fugazes, como os anos.”

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Há imenso tempo que queria começar a ler esta coleção. Provavelmente já notaram que escolhi este ano para ler todos aqueles livros que sempre quis ler, mas que por uma razão ou por outra, nunca li. Por falta de tempo, coragem ou só por distração. Parecendo que não, metem-se sempre imensas coisas no caminho quando nos determinamos a fazer algo. Porém, comecei finalmente Em Busca do Tempo Perdido e aqui vai a minha opinião acerca do primeiro volume, Do Lado de Swann.  

 

 

18
Dez18

“Canção Doce" - Leila Slimani – uma canção de embalar não tão boa quanto isso

Sofia

“Não deves tentar entender tudo. As crianças são como os adultos. Não há nada para entender."

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A minha escolha de ler este livro prendeu-se com três fatores principais: primeiro, estava naquela altura entre leituras em que precisava de ler algo “leve” e “simples”, depois dos últimos livros que li terem sido livros que me fizeram pensar; segundo, a capa deste livro, como podem ver acima, é muito querida e apelativa (eu sei, não é um bom argumento, mas vá lá, quem não escolhe livros pela capa?!); terceiro, as reviews deste livro foram, no geral tão boas, que confiei e achei boa ideia ler. Agora não sei se tenho assim tanta certeza. 

 

 

10
Dez18

“O Mito de Sísifo”, Albert Camus – um marco no existencialismo e absurdo

Sofia

“A partir do momento em que foi descoberto, o absurdo é uma paixão, a mais lancinante de todas. Mas o problema está em saber se podemos viver com as nossas paixões, se podemos aceitar a sua lei profunda, que é a de queimar o coração que elas ao mesmo tempo exaltam.”

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­A minha história com este autor e as suas obras é tão estranha, louca e bizarra, que nem vou por aí. Prosseguindo: da primeira vez que li algo deste autor, foi O Estrangeiro (do qual falei aqui no blog) e do qual gostei imenso. Gostei ao ponto de querer ler mais de Camus. Porém, não o suficiente para ir logo a correr ler tudo. O Mito de Sísifo veio mesmo um bocado “por acaso”.

 

 

16
Jul18

“Os Miseráveis”, Victor Hugo – Uma linda história de amor e o mais perfeito retrato de uma sociedade em decadência

Sofia

“Basta amar ou ser amado. Não peçam mais nada depois. É esta a única pérola que podemos encontrar nos caminhos tenebrosos da vida. Amar é uma consumação.”

Após quase um mês de ausência, regressei. E voltei com uma justificação para este tempo afastada: Os Miseráveis. Vocês literalmente não têm noção de há quanto tempo eu queria ler este livro. A única razão pela qual não o li antes é simples e prende-se com o seu tamanho. Mas agora lá foi. Li a grande obra de Victor Hugo e não podia estar mais feliz e literariamente realizada do que estou neste momento.

 

 

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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