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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

25
Mai20

“Escola de Mulheres”, Molière

Sofia

É preciso reconhecer que o amor é um grande professor. O que não sabemos, ele ensina-nos.

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Confesso que o principal fator que me impeliu a ler este livro foi o título, L´École des femmes, e, se não o tivesse por acaso visto à venda, provavelmente não me lembraria espontaneamente de o ler. Gosto muito de Molière, mas realmente não conhecia esta obra. Todavia, assim que a vi percebi que seria o tipo de obra da qual gostaria.

 

 

30
Mar20

“A Peste”, Albert Camus

Sofia

De facto, ouvindo os gritos de alegria que cresciam na cidade, Rieux recordou-se de que essa alegria estava ameaçada para sempre. Porque ele sabia o que essa multidão em alegria ignorava e que pode ser lido nos livros, que o bacilo da praga nunca morre nem desaparece, que pode permanecer adormecido por décadas em móveis e têxteis, que ele aguarda pacientemente em quartos, caves, malas, lenços e papeladas e que, talvez chegue o dia em que, para infortúnio e educação dos homens, a praga desperte os seus ratos e os envie para morrer numa cidade feliz.

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Não vou fingir que vos venho falar deste livro em particular por alguma razão que não a situação atual que todos vivemos. A Peste estava na minha lista há algum tempo, sobretudo porque gosto muito de Camus. Lembro-me que quando li O Mito de Sísifo — que foi o último livro do autor que li — era para ter lido antes este. Depois foi passando e, não fosse o que se está a passar agora, não me parece que me tivesse lembrado tão cedo. Mas ainda bem que me lembrei.

 

 

25
Nov19

“Os Prazeres e os Dias”, Marcel Proust – não sei realmente o que dizer

Sofia

A ambição inebria mais do que a glória; o desejo floresce, a posse murcha todas as coisas.

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Este ano li finalmente Em Busca do Tempo Perdido e, se seguem o blog, sabem o quanto me tocou e impressionou tal obra. Não me canso de dizer que foi a coisa mais bela, extraordinária e grandiosa que alguma vez li ou que, tenho a certeza, alguma vez lerei. Está claro que após ler essa obra, imediatamente quis ler mais coisas de Proust. Podia e gostava de ler obras dele a minha vida inteira. Logo no final do verão encomendei Les Plaisirs et les Jours, mas só na semana que passou li. Fiquei tão impressionada com Em Busca do Tempo Perdido, e ainda penso tanto nessa obra que se não li esta mais cedo foi para ir adiando a tristeza que sabia que ia experienciar quando a acabasse.

 

 

18
Nov19

“Cândido ou o Otimismo”, Voltaire – não faz mal se estiver tudo mal

Sofia

Otimismo? O que é isso? – perguntou Cacambo.

É a mania de defender que tudo está bem quando tudo está mal. – respondeu Cândido.

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Este livro representa uma rara exceção na minha lista. Não fui eu que o escolhi, foi-me recomendado por colegas. Claro que eu, uma pessoa tão esquisita, não leria um livro só por recomendação. Confesso que gosto bastante de Voltaire. Ainda assim, fico sempre feliz quando leio algo porque alguém me diz que devia ler. Demonstra que me conhecem bem. E, se eu gosto da obra, fico ainda mais feliz porque descobri um novo livro.

30
Set19

“Ligações Perigosas", Pierre Choderlos de Laclos – Jogos de Sedução

Sofia

“Foi então que confirmei a verdade, que o amor, que julgamos ser a fonte dos nossos prazeres, nada mais é do que uma desculpa para eles.”

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Tal como Le Rouge et Le Noir de Stendhal (de que falei aqui no blog há umas semanas), também Liaisons Dangereuses de Laclos era um clássico francês que queria ler desde há muito. Não o li porque quando era mais nova e comecei a ler os clássicos não existiam as traduções que existem agora nem tanta facilidade de acesso às mesmas. Entretanto, nos últimos anos desde que entrei na faculdade comecei a optar por lê-los no original. Em relação a este livro, o que inicialmente me cativou foi o facto de não me parecer encaixar nos parâmetros daquilo que deveria ser um livro do século XVIII. A moralidade, os valores, o sentimentalismo, etc. Então, sempre tive curiosidade de ler e descobrir como é que este livro tinha sido publicado, recebido, como tinha chegado até hoje e, sobretudo, se era mesmo “tão escandaloso” tendo em conta a época. 

 

26
Ago19

“Em Busca do Tempo Perdido”, Marcel Proust

Sofia

“Sonhamos muito com o paraíso, ou antes, com numerosos paraísos sucessivos, mas são todos, muito antes de morrermos, paraísos perdidos, onde perdidos nos sentiríamos."

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Finalmente. Se seguem o blog sabem que, no começo da primavera, quando tudo começava a florir, eu comecei a ler o primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, ou seja, Do Lado de Swann, livro sobre o qual escrevi aqui. Lembro-me de ter pensado na altura que mais valia escrever sobre cada um dos sete volumes à medida que os fosse lendo, mas a verdade é que, assim que os lia sentia-me tão possessiva em relação à obra que não queria sequer falar sobre ela, não queria que ninguém "ma tirasse", que ela nunca deixasse de ser só “minha”. Sei que é estranho, mas é a verdade. Há semanas, acabei o último volume e, se só escrevo sobre a totalidade da obra agora, é porque tenho estado num processo de luto em relação ao tempo que perdi a ler estes 7 volumes e que nunca vou perder outra vez, pelo menos não da mesma maneira. O meu grande desejo era poder perder este tempo para sempre e nunca o reencontrar.

 

 

12
Ago19

“Carmen”, Prosper Mérimée

Sofia

“Ela mentiu, senhor. Ela sempre mentiu. Não me parece que ela alguma vez tenha dito algo que fosse verdade. Mas quando ela falava, eu acreditava nela” 

193853.jpgGeorges Bizet tem uma ópera lindíssima em quatro atos que eu adoro e que aconselho muito chamada Carmen (1875). Essa ópera, como quase todas as óperas tem um motivo literário por trás. Baseia-se numa obra de Prosper Mérimée com o mesmo nome, Carmen (1845). Há muito tempo que a queria ler, mas sabem como é, desde que desejamos uma coisa até que a concretizamos, passa uma vida. Enfim, li finalmente Carmen. 

 

 

29
Jul19

“O Vermelho e o Negro”, Stendhal

Sofia

As verdadeiras paixões são egoístas”

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Esta obra fazia parte da minha lista de livros a ler há séculos. Não o li há mais tempo porque, como sabia que era um livro genial mesmo antes de o ler, quis esperar para o ler no original, para não ter de lidar com uma tradução. Mas agora, finalmente, posso falar sobre ele. 

 

 

10
Jun19

“A Dama das Camélias”, Alexandre Dumas Filho

Sofia

“Aquela mulher tinha uma admiração infantil pelas coisas mais simples. Havia dias em que ela corria pelo jardim como uma menina de dez anos atrás de uma borboleta ou de uma libélula. Aquela cortesã, que gastou mais dinheiro em ramos de flores do que aquele que seria necessário para uma família inteira viver com conforto, às vezes sentava-se na relva durante uma hora para examinar a simples flor que tinha o seu nome”

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Não sei bem desde há quanto tempo é que queria ler este livro, mas lembro-me de ser menina e procurar a tradução desta obra por todo o lado sem nunca a encontrar. No último mês comprei a versão em francês e resolvi-me a ler.

 

 

10
Dez18

“O Mito de Sísifo”, Albert Camus

Sofia

“A partir do momento em que foi descoberto, o absurdo é uma paixão, a mais lancinante de todas. Mas o problema está em saber se podemos viver com as nossas paixões, se podemos aceitar a sua lei profunda, que é a de queimar o coração que elas ao mesmo tempo exaltam.”

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­A minha história com este autor e as suas obras é tão estranha, louca e bizarra, que nem vou por aí. Prosseguindo: da primeira vez que li algo deste autor, foi O Estrangeiro (do qual falei aqui no blog) e do qual gostei imenso. Gostei ao ponto de querer ler mais de Camus. Porém, não o suficiente para ir logo a correr ler tudo. O Mito de Sísifo veio mesmo um bocado “por acaso”.

 

 

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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