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A Outra Menina Bennet

A Outra Menina Bennet

14
Out19

“Oliver Twist”, Charles Dickens – a imoralidade da sociedade pelos olhos da inocência

Sofia

O Oliver Twist pediu mais!

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Não há nada que abunde mais na minha biblioteca do que romances ingleses de século XVIII e XIX. Durante a minha adolescência era tudo o que gostava e tudo o que lia e foi através deles que conheci todos os outros grandes clássicos que fui lendo. Recentemente, não sei bem explicar porquê, fui me lembrar de que não tinha lido assim tanto de Dickens. Great Expectations (Grandes Esperanças em Portugal), óbvio, e alguns contos, mas onde estavam os outros romances dele que eu sabia de antemão que ia adorar? Foi mais ou menos o mesmo que me levou, há uns tempos, a fazer uma encomenda de obras de Shakespeare que ainda não tinha lido (falei de algumas aqui no blog!). Assim que pensei nisto fui ver o que me faltava ler, fiz uma encomenda e venho-vos agora falar de uma das coisas simultaneamente mais doces e cruas que já li, Oliver Twist

 

07
Out19

“The Outsiders”, S.E. Hinton – a adolescência é tudo menos de ouro

Sofia

Parecia-me estranho que o por-do-sol que ela via do seu pátio e aquele que eu via dos degraus atrás da minha casa fosse o mesmo. Talvez os dois mundos diferentes em que nós vivíamos não fossem assim tão diferentes. Nós víamos o mesmo por-do-sol.

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Quando eu era mais nova adorava os chamados livros ‘coming of age’. Lia-os num instante. Ainda continuo a preferir livros, filmes e séries deste género. Pode ter a ver com o facto de ser mais fácil de me relacionar, claro. No meio da minha adolescência, estranhamente, passei ao lado de The Outsiders. Mais estranho, passei ao lado não só do livro, como do filme. Mas não passei ao lado da expressão icónica e proferida hoje indiscriminadamente que, na verdade, vem desta história - “stay gold”. Julguem-me, mas só no início deste ano descobri de onde vinha tal expressão e fiquei atrapalhada por perceber que tinha deixado escapar este famoso e importante ‘coming of age’ (ainda por cima considerado um clássico moderno!). Então, pus The Outsiders - ou, como se lembraram lhe chamaram em Portugal, Os Marginais -, na lista e apesar de só o ter lido no fim de setembro, finalmente posso riscar. 

 

30
Set19

“Ligações Perigosas", Pierre Choderlos de Laclos – Jogos de Sedução

Sofia

“Foi então que confirmei a verdade, que o amor, que julgamos ser a fonte dos nossos prazeres, nada mais é do que uma desculpa para eles.”

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Tal como Le Rouge et Le Noir de Stendhal (de que falei aqui no blog há umas semanas), também Liaisons Dangereuses de Laclos era um clássico francês que queria ler desde há muito. Não o li porque quando era mais nova e comecei a ler os clássicos não existiam as traduções que existem agora nem tanta facilidade de acesso às mesmas. Entretanto, nos últimos anos desde que entrei na faculdade comecei a optar por lê-los no original. Em relação a este livro, o que inicialmente me cativou foi o facto de não me parecer encaixar nos parâmetros daquilo que deveria ser um livro do século XVIII. A moralidade, os valores, o sentimentalismo, etc. Então, sempre tive curiosidade de ler e descobrir como é que este livro tinha sido publicado, recebido, como tinha chegado até hoje e, sobretudo, se era mesmo “tão escandaloso” tendo em conta a época. 

 

23
Set19

“Rei Lear”, William Shakesperare – o que se passa com o rei mais popular da literatura?

Sofia

“Quando nascemos, choramos por virmos para este grande teatro de bobos.”

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Esta semana trago-vos outra obra para o que chamei aqui no blog “ciclo Shakespeare”. Sinto-me simultaneamente modesta e envergonhada por só agora ler e falar sobre uma das peças mais populares e apreciadas de Shakespeare e, por conseguinte, do mundo. Confesso que ainda não tinha lido esta peça porque dei prioridade às peças do autor com motivos, digamos, mais românticos, o que não surpreende ninguém. Mas finalmente, li Rei Lear. 

 

 

16
Set19

“Cartas a Véra”, Vladimir Nabokov – a história de um escritor e a história de um amor

Sofia

“Sim, preciso de ti, meu conto de fadas. Porque tu és a única pessoa com quem eu posso falar acerca da sombra de uma nuvem, acerca da canção de um pensamento – acerca de como quando eu hoje fui trabalhar e olhei para um girassol, ele sorriu para mim com todas as suas sementes.”

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Lolita é um dos meus livros preferidos de sempre. Definitivamente no Top 5. Há uma parte do meu apreço por esse livro que se prende com a narração, com o estilo, com a qualidade da escrita, com o seu autor. Há ali uma pequena história da literatura. Por conseguinte, Nabokov tornou-se um dos autores que mais aprecio. Em consequência desta admiração, descobri certa vez este Letters to Véra, uma coleção completíssima de cartas que o autor escreveu à esposa Véra ao longo dos anos. As quase 900 páginas não me impediram de começar esta leitura. E porquê lermos a correspondência de alguém, neste caso, de um autor? Bem, se não pela poesia e pelo cariz quase literário que nunca abandona realmente qualquer coisa que um escritor escreva, pelo menos por tudo aquilo que podemos conhecer e descobrir acerca do dito autor.

 

 

09
Set19

“Salomé", Oscar Wilde – tragédia que é tragédia tem algo de grego

Sofia

“Não é sábio encontrar significado em tudo o que se vê. Tal torna a vida demasiado repleta de terrores.”

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Oscar Wilde é muito conhecido. O que não se sabe tanto sobre si é que, ao contrário da crença comum, ele não escreveu maioritariamente prosa. De facto, a conhecida obra O Retrato de Dorian Gray é um caso único na sua vida artística. Essa obra, uma das minhas prediletas, foi aquela que me introduziu ao autor e foi devido a ela que comecei a ler outras coisas de Wilde, sobretudo peças, contos e poemas já que, confesso, ainda não tive oportunidade e, sobretudo, curiosidade, de ler uma das suas novelas, embora tenha vontade de ler O Fantasma de Canterville. Talvez num futuro próximo, por agora, Salomé

 

 

02
Set19

“Moby-Dick”, Herman Melville – o ‘grande clássico americano’ é mais difícil do que estranho

Sofia

Ahab teve tempo para pensar; mas Ahab nunca pensa; ele apenas sente. Isso é intrigante para o homem mortal! Pensar é uma audácia. Apenas Deus tem esse direito e privilégio. Pensar é, ou deveria ser, algo frio e calmo; e os nossos pobres corações palpitam, e os nossos cérebros batem demasiado para o fazer. E, contudo, por vezes já pensei que o meu cérebro era muito calmo – frio, congelado.

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Moby-Dick era outro daqueles livros que, antes de ler, tive de pôr numa lista antes para me ir convencendo de que tinha mesmo de o ler. Sempre o quis fazer, confesso que mais pelo seu estatuto em termos de cânone do que pelo apelo que a história propriamente dita tinha para mim. Agora estou bastante satisfeita com a conclusão deste projeto.

 

 

26
Ago19

“Em Busca do Tempo Perdido”, Marcel Proust

Sofia

“Sonhamos muito com o paraíso, ou antes, com numerosos paraísos sucessivos, mas são todos, muito antes de morrermos, paraísos perdidos, onde perdidos nos sentiríamos."

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Finalmente. Se seguem o blog sabem que, no começo da primavera, quando tudo começava a florir, eu comecei a ler o primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, ou seja, Do Lado de Swann, livro sobre o qual escrevi aqui. Lembro-me de ter pensado na altura que mais valia escrever sobre cada um dos sete volumes à medida que os fosse lendo, mas a verdade é que, assim que os lia sentia-me tão possessiva em relação à obra que não queria sequer falar sobre ela, não queria que ninguém "ma tirasse", que ela nunca deixasse de ser só “minha”. Sei que é estranho, mas é a verdade. Há semanas, acabei o último volume e, se só escrevo sobre a totalidade da obra agora, é porque tenho estado num processo de luto em relação ao tempo que perdi a ler estes 7 volumes e que nunca vou perder outra vez, pelo menos não da mesma maneira. O meu grande desejo era poder perder este tempo para sempre e nunca o reencontrar.

 

 

12
Ago19

“Carmen”, Prosper Mérimée - Carmen, Carmen … a ‘inesquecível’ e ‘livre’ Carmen

Sofia

“Ela mentiu, senhor. Ela sempre mentiu. Não me parece que ela alguma vez tenha dito algo que fosse verdade. Mas quando ela falava, eu acreditava nela” 

193853.jpgGeorges Bizet tem uma ópera lindíssima em quatro atos que eu adoro e que aconselho muito chamada Carmen (1875). Essa ópera, como quase todas as óperas tem um motivo literário por trás. Baseia-se numa obra de Prosper Mérimée com o mesmo nome, Carmen (1845). Há muito tempo que a queria ler, mas sabem como é, desde que desejamos uma coisa até que a concretizamos, passa uma vida. Enfim, li finalmente Carmen. 

 

 

05
Ago19

“O Vampiro”, John William Polidori – a origem de uma tradição

Sofia

“Afinal, os sonhos dos poetas eram as realidades da vida”

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Muito tempo depois, volto a trazer-vos algo Gótico. Acho que a última vez que falei de um romance gótico aqui, foi no inicio do ano quando vos trouxe The Monk. Não sei bem dizer o porquê de ter lido O Vampiro. Se calhar é por estar muito em contacto com este género; talvez seja por ter sido quase pioneiro em termos de tema; ou se calhar, apenas calhou. Mas ainda bem que o fiz, não por ter adorado, mas devido à tradição em que se insere e na qual esta obra é tão importante.

 

 

Mais sobre a Sofia

Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.

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