Os deuses são estranhos. Não são os nossos vícios que eles utilizam como instrumento para nos magoar. Eles levam-nos à ruína através daquilo que em nós é bom, gentil, humano, afetuoso.
A obra de que vos falo esta semana foi novamente uma leitura de oportunidade. É verdade que não me teria lembrado dela se não a tivesse visto recentemente à venda numa livraria. Mas também é verdade que assim que a vi não pensei duas vezes. Gosto muito das obras de Oscar Wilde e, enquanto artista, gosto bastante dele. Assim, fiquei muito entusiasmada com De Profundis.
“Não é sábio encontrar significado em tudo o que se vê. Tal torna a vida demasiado repleta de terrores.”
Oscar Wilde é muito conhecido. O que não se sabe tanto sobre si é que, ao contrário da crença comum, ele não escreveu maioritariamente prosa. De facto, a conhecida obra O Retrato de Dorian Gray é um caso único na sua vida artística. Essa obra, uma das minhas prediletas, foi aquela que me introduziu ao autor e foi devido a ela que comecei a ler outras coisas de Wilde, sobretudo peças, contos e poemas já que, confesso, ainda não tive oportunidade e, sobretudo, curiosidade, de ler uma das suas novelas, embora tenha vontade de ler O Fantasma de Canterville. Talvez num futuro próximo, por agora, Salomé.
Estudante de Letras. Romântica Incurável. Perdida algures num sonho. Apaixonada por livros, chá, contos de fadas, tragédias e chuva. Entre Flores & Estrelas.