“The Nightmare Before Christmas”, Tim Burton – a minha leitura para este Natal
I’m sick of the scaring, the terror, the fright.

Não faz, por natureza, o meu estilo, mas este ano decidi que era boa ideia fazer leituras temáticas. No Halloween, falei-vos de duas produções de Edgar Allan Poe, agora que é Natal, para não falar de A Christmas Carol ou de algum conto de Hans Andersen como usualmente se faz, decidi-me por este poema – que não conhecia – de Tim Burton. Aparentemente existiu um filme, mas eu nem sabia disso. Descobri por acaso quando pesquisava sobre contos de Natal. Sim, eu fiz isso. E nem gosto do Natal, imaginem se gostasse.
The Nightmare Before Christmas é um poema de Tim Burton que originou, como referi, um filme realizado por Burton e que saiu em 1993. A história é muito simples e se calhar viram o filme e já conhecem! O poema segue Jack Skellington, um esqueleto da Halloween Town que encontra um portal mágico para Christmas Town. De visita, Jack descobre e leva com ele diversas coisas características do Natal para a sua cidade, considerando mais tarde que é injusto que seja apenas Christmas Town a ter todas aquelas coisas maravilhosas e a celebrar o dia preferido de toda a gente. Então, Jack decide que, neste ano, o Natal será celebrado na sua cidade e decide, para esse efeito, raptar o Pai Natal e ser ele mesmo a distribuir os presentes este ano. Todavia, Jack pertence ao Halloween e por conseguinte, nunca lhe ocorre distribuir presentes ditos mais comuns. De facto, os presentes assustadores que ele distribui assustam de tal modo a população que ele é obrigado a desistir do seu objetivo e a devolver o Natal à sua cidade e ao seu dono legítimo.
Se costumam ler o que eu escrevo aqui percebem facilmente que este não é o tipo de história que costumo apreciar mas, uma vez por outra, tenho de dizer que gosto. E esta história é muito singela. E natalícia, o que se adequa ao momento. Acho que cai muito no género dos contos de fadas que ouvimos quando somos crianças, que repetimos às crianças das nossas vidas quando somos adultos, e dos quais nunca deixamos de gostar. Portanto também há aqui o fator nostalgia.
Gostei muito de um pormenor da história. No início, Jack decide “roubar” o Natal porque já não vê encanto no Halloween que é tão seu por direito. Mas depois, não consegue viver o Natal sem transpor para ele a realidade que conhece e na qual se sente seguro. Mas essa realidade é tão específica sua e do seu contexto que não funciona aplicada a outros momentos e a outras pessoas. Daí que ninguém goste dos seus presentes. Mas é justamente distribuindo os seus presentes e vendo a reação que eles provocam que ele recupera o seu fascínio pelo seu mundo. Isto não é tão nosso?
Eu adoro contos de fadas e sempre vou adorar. Este não é, nem de perto nem de longe, um do qual eu tenha gostado particularmente. Nem acho que seja algo inovador. Mas isso não quer dizer que não seja bom ou agradável. Eu gostei bastante do poema. É muito simples e está escrito numa linguem muito meiga que justamente me recorda das histórias que eu lia quando era mais menina e me faz novamente imaginar e ouvir os adultos na voz que utilizam só para as crianças a contar-me a história do esqueleto que roubou o Natal. E podem ter a certeza de que foi precisamente nessa voz que eu li e ouvi o poema na minha cabeça.
Sinto-me ligeiramente envergonhada porque entendo que o filme deve ser incrivelmente popular, especialmente tendo sido escrito e realizado por quem foi, e eu não o vi. Eu não vejo muitos filmes e quando vejo sou bastante particular e esquistinha. Então também não vou mentir e dizer que vou a correr ver este filme, porque não vou. Mas, por curiosidade, vocês conhecem? Já viram? Gostam da história?
Em relação ao poema, confesso que, se não tivesse decido fazer uma leitura de Natal e pesquisado sobre tal, nunca o teria lido. Mas li e não acho que tenha sido uma perda de tempo. Acho que qualquer pessoa gostaria facilmente dele se o lesse e por isso incentivo-vos. Gostei bastante do tempo que passei a lê-lo e gostei da história. Mal posso esperar para a repetir a alguma criança num qualquer Natal. E aliás, aproveito para vos desejar umas ótimas festas!
Idioma de Leitura: Inglês
3/5
